O Método Cérebro Tubinado foi criado por mim, Cezar Brites, em 1999.
Eis a minha história!

Sou jornalista, escritor, editor de livros, empresário, pós-graduado em desenvolvimento e especialista em superaprendizagem. Porém, o interessante nessa titulação é que a conquistei somente depois dos 40 anos. Acontece que, até essa idade, eu era um péssimo estudante.
Meu sonho era ser jornalista, mas não gostava de estudar. Aos 30 e poucos anos, decidi mudar a minha vida. Na minha busca por ajuda, descobri a superaprendizagem. Foi o que mudou completamente a minha história.
Depois que aprendi as técnicas de memorização, passei em três vestibulares e em três pós-graduações; escrevi vários livros técnicos e de literatura. Participei de um curta-metragem, produzi e escrevi o roteiro de um documentário e fui convidado para escrever um verbete em um dicionário, sendo o único entre os autores que não possui doutorado, em um grupo de mais de 60 doutores participantes.
Vou contar melhor a minha história de como deixei de ser um estudante medíocre para ser pós-graduado e escritor. Eu sempre fui um péssimo aluno; além de preguiçoso, passava a maior parte do tempo “no mundo da lua”. Confesso que tive muitas dificuldades em estudar. Eu gostava de ler, mas nada além disso. O problema era que, logo que fechava o livro, esquecia o que tinha lido. E assim foi passando minha juventude até a idade adulta.
Sempre sonhei em fazer um curso superior de Jornalismo. Era um objetivo que parecia distante da minha realidade, pois, afinal, eu tinha dificuldade em lembrar o que havia estudado poucos minutos antes.
Minha vida foi assim até o dia em que descobri que a culpa de eu não gostar da escola não era minha, mas sim do sistema de educação adotado no Brasil. A forma de ensinar que temos hoje é a mesma de quase 2.500 anos atrás. Nada mudou. Para um aluno como eu, cuja imaginação não dava trégua, ficar sentado ouvindo um professor falar ininterruptamente era cansativo demais. Então, aprender na escola — ainda mais nos anos 70 e 80 — não era nada interessante.
Hoje já existem algumas iniciativas que estão dando certo para reformular o ensino e acompanhar a modernidade. Torço para que elas sejam adotadas o quanto antes, para que os novos “Cezar” não sofram como eu sofri.
Eu sempre me imaginei como jornalista ou escritor. Queria dominar a habilidade da escrita e, para isso, é preciso ler muito. No entanto, nada vale ler muito se você esquecer o conteúdo. Cheguei à conclusão de que deveria existir uma técnica, um método, um “jeito” de eu ser “mais inteligente”. Saí à procura, como quem busca o Santo Graal, da resposta para a pergunta: “Como ser mais inteligente?”.
Descobri que os filósofos gregos, 300 anos antes de Cristo, usavam uma técnica eficientíssima para lembrar de toda e qualquer informação.
Na época, os filósofos gregos não gostavam da escrita. Diziam que era “coisa de gente preguiçosa”. Para eles, para desenvolver o pensamento, era necessário guardar tudo na memória (Sócrates nunca escreveu um livro). Para isso, precisavam de um sistema eficiente para lembrar de todo o conhecimento adquirido e poder recitá-lo sempre que preciso. Eles criaram um sistema chamado de Técnicas Mnemônicas (em homenagem à deusa da memória, Mnemósine).
Por muito tempo, essas técnicas ficaram sob o domínio de poucos privilegiados, como os monges nos mosteiros. No século XVI, o missionário italiano Matteo Ricci conquistou a confiança dos chineses através de seus conhecimentos, incluindo este método. Hoje, essas técnicas são conhecidas simplesmente como Memorização.
Mergulhei de cabeça nesse universo. Estudei tudo o que podia e pratiquei todos os exercícios possíveis. Comprei todos os livros que encontrava em livrarias e sebos. Fiz todos os cursos que apareciam (embora, na época, fossem raros). Confesso que trilhei um caminho árduo; isso foi há cerca de 25 anos.
As técnicas que aprendi mudaram radicalmente minha vida de estudante e, hoje, minha vida de empreendedor. Fiz a faculdade de Jornalismo, uma pós-graduação, escrevi vários livros científicos na área de comunicação e, recentemente, lancei meu livro de ficção. Para quem tinha uma péssima memória, até que estou indo bem.
Sou a prova viva de que as técnicas funcionam. Se eu consegui — um aluno medíocre —, qualquer um consegue. Posso afirmar que, se você dedicar esforço suficiente para fazer os exercícios propostos neste blog e não desistir, certamente transformará sua vida e conquistará muitas realizações nos estudos e no trabalho.
Meu objetivo de vida agora é compartilhar o máximo que puder essas técnicas, conhecidas como Superaprendizagem. O Método Cérebro Turbinado é o resultado desse esforço.
